Como escolher o melhor regime tributário para sua empresa em 2026

Escolher o regime tributário correto nunca foi uma decisão simples.
Mas em 2026, com a Reforma Tributária em curso e a Lei Complementar nº 224/2025, essa escolha se tornou ainda mais estratégica — e, para muitas empresas, a diferença entre preservar margem ou perder competitividade.

O problema é que boa parte dos empresários continua no mesmo regime por inércia, sem perceber que o cenário mudou.
E quando a legislação muda, o regime que ontem era vantajoso pode se tornar um custo oculto hoje.

Com mais de 30 anos de atuação consultiva, o Escritório Sanches acompanha diariamente empresas que descobrem — tarde demais — que estavam pagando imposto além do necessário.

Este artigo vai mostrar o que realmente precisa ser analisado em 2026 antes de decidir entre Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real.


Por que a escolha do regime tributário ficou mais crítica em 2026?

Dois movimentos mudaram completamente o jogo:

1. Reforma Tributária – Lei Complementar nº 214/2025

A criação do IBS e da CBS iniciou um período de transição que impacta:

  • formação de preços,

  • aproveitamento de créditos,

  • cadeias de fornecimento,

  • e a eficiência de cada regime tributário.

Empresas que não analisarem esse impacto junto ao seu regime atual correm o risco de:

  • perder crédito tributário,

  • precificar errado,

  • ou assumir carga maior do que o necessário.

2. Lei Complementar nº 224/2025 – O novo peso do Lucro Presumido

A LC 244/2025 trouxe um ponto técnico crucial que muitos empresários ainda não perceberam:

Os percentuais de presunção do Lucro Presumido sofreram acréscimo de 10% sobre a parcela da receita que exceder R$ 5 milhões ao ano.

Na prática:

  • empresas maiores dentro do Lucro Presumido passam a ter uma base de cálculo artificialmente maior;

  • isso aumenta IRPJ e CSLL sem qualquer relação com a margem real do negócio;

  • o Lucro Presumido deixa de ser automaticamente vantajoso para empresas em crescimento.

Esse detalhe, sozinho, já exige revisão imediata de enquadramento.


O que analisar antes de escolher (ou manter) o regime tributário

Aqui está o ponto onde muitos escritórios falham:
olhar apenas faturamento e ignorar a estrutura econômica real da empresa.

Uma análise correta exige, no mínimo:

1. Faturamento anual previsto e realizado

  • Define elegibilidade (Simples Nacional).

  • Evita desenquadramentos e autuações.

  • Permite simular impactos do novo modelo tributário.

Crescer sem revisar o regime é um dos erros mais caros da gestão tributária.


2. Margem de lucro real x margem presumida

No Lucro Presumido:

  • o lucro é estimado pela lei, não pela realidade da empresa.

Com a LC 224/2025:

  • margens presumidas maiores significam mais imposto mesmo sem mais lucro.

Empresas com:

  • margens apertadas,

  • custos elevados,

  • ou forte concorrência
    tendem a ser mais eficientes no Lucro Real.


3. Volume de despesas dedutíveis

No Lucro Real, despesas operacionais dedutíveis reduzem:

  • IRPJ

  • CSLL

Empresas com:

  • folha relevante,

  • estrutura administrativa,

  • despesas financeiras,

  • ou custos operacionais altos
    frequentemente pagam menos imposto no Lucro Real, mesmo com maior controle contábil.


4. Natureza da atividade

Cada atividade possui:

  • percentuais diferentes no Simples Nacional,

  • presunções distintas no Lucro Presumido,

  • impactos variados no aproveitamento de créditos.

Um erro de enquadramento da atividade pode:

  • elevar a alíquota,

  • gerar recolhimento indevido,

  • ou impedir planejamento tributário legítimo.


5. Folha de pagamento e o Fator R

No Simples Nacional, a folha pode ser aliada ou vilã.

Empresas com folha superior a 28% da receita:

  • podem migrar do Anexo V para o Anexo III,

  • reduzindo significativamente a carga tributária.

Sem controle e planejamento da folha, o Simples pode se tornar mais caro do que parece.


Por que revisar o regime tributário todos os anos deixou de ser opcional

A legislação de 2026 deixa isso muito claro:
quem não revisa, paga mais.

Mudanças que exigem revisão anual:

  • crescimento de faturamento;

  • alteração de margens;

  • novas contratações;

  • benefícios fiscais reduzidos (LC 224/2025);

  • impactos do IBS e da CBS;

  • mudanças na cadeia de fornecedores.

Uma revisão técnica bem feita pode gerar:

  • economia recorrente,

  • previsibilidade tributária,

  • melhor formação de preço,

  • e proteção contra riscos fiscais.


Escolher o regime certo não é sobre pagar menos imposto — é sobre pagar o imposto correto

O maior erro do empresário não é pagar imposto.
É pagar além do que a lei exige, por falta de análise.

No Escritório Sanches, a escolha do regime tributário:

  • não é um formulário,

  • não é automática,

  • e não é baseada em “regra de bolso”.

É uma decisão contábil, fiscal e estratégica, construída com:

  • análise técnica profunda,

  • leitura atualizada da legislação,

  • e visão de longo prazo do negócio.


Se sua empresa não revisou o regime tributário para 2026, o risco já existe

E, na maioria dos casos, ele está no caixa da empresa sem ninguém perceber.

Uma revisão tributária bem feita não começa pelo imposto.
Começa pelo entendimento do seu negócio.

artigos relacionados

7 sinais de que sua empresa precisa atualizar o planejamento financeiro

O planejamento financeiro orienta o crescimento e garante previsibilidade no negócio. Porém, com a dinâmica de mercado, é comum que empresas fiquem desatualizadas e passem a operar no “modo sobrevivência”. Sinais de alerta mais comuns Atrasos recorrentes em pagamentosFalta de fluxo de caixa estruturado. Dependência de capital de giro ou

Veja Mais
Sanches Contábil
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.